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Arquiteto italiano Lissoni impõe rigor a hotel holandês

  • 17 de agosto de 2012
  • 14h08

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Fonte: Casa Vogue

O circuito entre as ruas P.C. Hooftstraat e Van Baerlestraat, em Amsterdã, concentra tudo aquilo que mais interessa aos fãs de decoração na cidade. Lojinhas de móveis, mercados de pulga e feiras de peças vintage atraem moradores e turistas, num vai e vem diário onde o design é a atração principal. É neste cenário que se insere o Hotel Conservatorium, um dos mais recentes projetos do arquiteto italiano Piero Lissoni.

Inaugurado este ano, o local é uma verdadeira vitrine de grifes como Cassina e Vitra, que forneceram o mobiliário dos ambientes privativos, B&B, que decora as áreas comuns, e Flos, responsável pelo projeto de lighting design.

 

Num contexto desses, não é de se estranhar que a decoração dos 129 quartos e suítes não se repita. Metade deles, inclusive, distribuem-se em espaços dúplex, alcançando até 170 m² de área privativa, o que não é pouco em uma cidade concorrida e densa como a capital holandesa.

Mas o charme do hotel não vem apenas de seus aspectos de conforto e contemporaneidade. Ali há também história. Ele ocupa a antiga sede de um antigo conservatório musical (daí o nome Conservatorium) construída no final do século 19. A edificação secular, por si só, esbanja elegância, mas os novos volumes desenhados por Lissoni – feitos de vidro e metal – agregam um aspecto de sobriedade ao conjunto.

 

Predomina, tanto na arquitetura quanto no design de interiores, uma paleta de cores que vai do cinza ao preto. O clima de calma que se detém em corredores e áreas comuns – como a do spa administrado pela rede internacional Akasha – recebe uma merecida quebra a partir da provocante iluminação, onde quem manda é o azul, o roxo e o rosa.

Enquanto a simplicidade chic dos quartos valoriza o conforto e o descanso, as áreas de convívio têm uma atmosfera mais densa. No átrio principal, onde estão bar, restaurante e salão de chá, essa força se manifesta em móveis como mesas desenhadas por Franco Albini. Um clássico jardim inglês – protegido por uma estufa – alivia a sisudez e, de acordo com Lissoni, “faz a transição entre a vida que há nos espaços internos e externos”.

Como não poderia deixar de ser, o local conta com um estacionamento de bicicletas, para que hóspedes e visitantes possam circular naquele que é o transporte oficial de Amsterdã.