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Cimento queimado aquece lar de artista

  • 05 de setembro de 2012
  • 21h09

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Fonte: Casa Vogue

A jovem pintora buscava um local emoldurado por uma paisagem que pudesse figurar em suas telas. Mas a inspiração para o trabalho não poderia apagar a função do imóvel, já que a artista também pretendia morar e trabalhar sob o mesmo teto. Sorte ou destino, ela encontrou seu santuário particular à beira-mar, bem atrás do museu de arte moderna Louisiana, em Humlebaek, cidade no leste da Dinamarca.

Para iluminar a área, o estúdio Norm Architecture derrubou as paredes e integrou living, cozinha, galeria e sala de jantar no térreo. Só restaram as paredes estruturais, descascadas até os tijolos, e as vigas de aço no teto do recém-criado loft brutalista.

Outro truque para ampliar o espaço foi esconder a tubulação do aquecedor debaixo do piso de cimento. Os arquitetos removeram as camadas antigas para instalar o sistema de calefação, que mantem a casa aquecida por igual. Como arremate, o chão cinza ficou mais vivo e brilhante com a aplicação de epóxi.

A textura rústica das mesas de madeira, as formas orgânicas das luminárias, o design da cadeira Eames e o frescor da paleta P&B modernizam os interiores com leveza. Tendo os materiais brutos da estrutura como cenário, esses elementos imprimem identidades distintas, mas que dialogam entre si.