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Condomínio com cara de brinquedo

  • 07 de março de 2013
  • 18h03

Uma casa em cima de um prédio em cima de um chalé com cara de castelo no meio. Parece de brinquedo ou uma espécie de jogo de encaixes, mas o edifício acima abriga 82 apartamentos e tem uma estrutura complexa que não é brincadeira. A construção, chamada Community in a Cube – CIAC, fica na cidade britânica de Middlesbrough e foi desenvolvida em 2012 pelo coletivo de design de arquitetura londrino FAT – Fashion Architecture Taste.

O CIAC tem um aspecto lúdico, mas história nem tanto. O projeto começou a ser concebido em 2004 pelo aquiteto Will Alsop como parte de um plano diretor de obras para a região das antigas docas da cidade. A crise na economia paralisou os outros projetos que giravam em torno da ideia, e, hoje, o CIAC é a única parte concreta.

O prédio de nove andares engloba três níveis de estilos diferentes. No térreo, há um chalé de vigas de madeira que deve se tornar um pub para a comunidade local. Junto dele, uma fileira de lojas que servem de base para o segundo nível, formado pelo bloco de apartamentos. Por último, há duas casas tradicionalmente inglesas no topo da construção. Destoam de todo o resto do projeto, são como a cereja do bolo.

Os arquitetos usaram vários tipos de materiais para deixar o edifício com um apecto pitoresco e conseguir criar diferentes tipologias de construção. O exterior, por exemplo, é revestido por tijolos arroxeados, enquanto o interior recebe vigas de madeira decoradas com faixas pretas. A fachada interna principal, também de madeira, recebeu perfurações triangulares, circulares e quadradas, que funcionam como janelas. No lado oposto – as costas do prédio –, a parede foi adornada com estampas geométricas em rosa, verde, azul, cinza e branco. De cada ponto que se olha, parece uma construção diferente.

Mesmo sendo tão peculiar em relação à paisagem ao seu redor, o edifício tem uma ligação com o “mundo exterior”. A circulação liga o jardim interno a uma praça, encorajando a interação entre os espaços privado e público. De acordo com Sean Griffiths, um dos diretores do FAT, a ideia era mesmo que o projeto se tornasse uma espécie de aldeia urbana. Uma comunidade cuja identidade estaria refletida em elementos arquitetônicos díspares unidos, num contexto que, à primeira vista, parece não fazer sentido.

Fonte: Casa Vogue