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Cores muito vivas. Só do lado de dentro

  • 08 de fevereiro de 2013
  • 17h02

Quem vê o exterior da casa da família Fornes, na Suécia, não imagina a profusão de cores que tinge o mobiliário e os acessórios de decoração do lado de dentro da morada. É quase como se este lar tivesse dupla personalidade. A arquitetura é sóbria e minimalista. Por fora, a fachada é quase toda preta, exceto por pequenos toques de branco nos toldos sobre as janelas e no encanamento aparente que desce das calhas das coberturas. Internamente, a proporção se inverte, sendo a maioria das paredes alva, com alguns toques negros pela casa. Já a decoração é um carnaval. Seja pela mescla de cores fortes, onde se sobressaem o vermelho, o azul e o rosa, ou pelo grande número de elementos que a compõe. Roy e Daniel corajosamente optaram por um estilo bipolar. De algum modo, deu certo.

A casa, que tem 158 m², é assobradada. Como é costumeiro, no piso inferior, ficam as áreas coletivas e, no superior, os dormitórios e a sala de TV. Fora do comum, só o posicionamento da área de serviço, longe da cozinha e com acesso direto a partir do hall de entrada. Além disso, da garagem, só se adentra a casa pela lavanderia. O cômodo é grande – ocupa a mesma área que a sala de jantar. Uma peculiaridade da qual Roy faz questão. “Eu sempre preferi lavanderias com as máquinas maiores, com as quais você lava toda a roupa da semana em uma noite”, explicou. Certas praticidades tomam bastante espaço. No entanto, outras atuam de modo oposto, dando a áreas ociosas um uso. É o caso do espaço sob a escada, onde foi instalada a despensa.

A repetição de materiais construtivos é intensa. O piso é todo de parquet de carvalho e, buscando a coerência estética, foi aplicado o mesmo tipo de azulejo na cozinha e nos banheiros. Essa continuidade de acabamentos no piso e nas paredes cria uma ilusão de amplitude. Os ambientes ligam-se uns aos outros, relativizando as áreas individuais. E é nesse cenário que entram as cores para alegrar os ambientes e revelar um pouco das personalidades dos moradores. Em vários ambientes, há peças produzidas artesanalmente por Roy, como as luminárias vermelhas feitas de arame que pendem sobre o sofá branco no estar. Em termos de mobiliário, pode-se destacar, no mesmo ambiente, a poltrona Wassily, de Marcel Breuer, e as cadeiras de Ray e Charles Eames em volta da mesa de jantar, que, graças à base metálica, já foram apelidadas de Eiffel.

Fonte: Casa Vogue