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Halls e corredores valorizam com boa iluminação

  • 05 de dezembro de 2012
  • 17h12

Para receber com estilo, a iluminação na entrada da casa precisa criar impacto, mas sem incomodar. Se houver quadros, os spots com dicroicas são a melhor pedida para realçá-los. Uma parede texturizada pode ganhar importância com luz vinda de cima – efeito wall washing (lavando a parede, em tradução livre). Em locais com pé-direito duplo, um pendente cai bem. Nas escadas e nos corredores, os balizadores projetam luzes suaves e demarcam o caminho. A arquiteta Laura Larrubia, de São Paulo, indica rasgos no forro, com fluorescentes T5, para as áreas de passagem que ficam acesas bastante tempo. “Além dessas lâmpadas econômicas, de longa vida útil, pode-se adotar as fitas de led”, orienta. Sensores de presença ou sistemas de automação contribuem para o consumo racional de energia.

Localizado entre o living e os quartos deste apartamento em São Paulo, o corredor se transformou na galeria de fotos da família. No forro rebaixado de gesso, mini-spots direcionáveis (La Lampe) com dicroicas de 20 w enfocam as imagens na parede. “Como estão deslocados do centro do corredor, não criam sombras nas pessoas”, explica o arquiteto Leonardo Junqueira. As luminárias reaparecem entre os painéis de madeira laqueada que interrompem a monotonia deste ambiente com 9 m de extensão. Projeto luminotécnico de Malu Piassa.

Quem percorre este corredor com 11 m de extensão, numa casa no Rio de Janeiro, nota rapidamente o detalhe no teto bolado pela designer de interiores Paola Ribeiro. “Ele ficou mais leve com a iluminação embutida em todo o perímetro do forro”, explica a profissional. A sanca, descolada 10 cm da parede, esconde fluorescentes T5 de 28 w, eficientes e duráveis. Usados como balizadores, os dois rasgos criados na parede com luminárias da Prolight encontram-se a 45 cm do piso. Os recursos luminotécnicos funcionam em circuitos independentes, o que permite acionar um por vez.

Próxima da porta de entrada, a escada desta cobertura no Rio de Janeiro é um marcante cartão de visita. Os degraus de travertino, sustentados por uma estrutura metálica, contam com balizadores instalados na parede a 15 cm de altura. Lâmpadas bipino produzem uma luz suave que demarca o caminho, como nos cinemas. Uma placa de vidro temperado incolor, engastada no piso e no teto, separa essa área do corredor. Nele, o rodapé com leds âmbar, instalados a 10 cm do chão, realçam a área de circulação. No teto, além dos spots com lâmpadas dicroicas, o arquiteto André Piva criou uma sanca no forro de gesso (10 cm de largura) que reúne lâmpadas fluorescentes de tonalidade quente.

O hall de entrada deste apartamento em São Paulo já foi apertado e sem graça. “Integrado à sala, ele conquistou amplitude e a claridade vinda dos ambientes vizinhos”, explica o arquiteto Ricardo Caminada, que ainda revestiu a parede de espelho. Quem chega é surpreendido pelo iluminado banco-aparador de madeira de demolição. Chumbado a 45 cm do piso, ele tem um rebaixo na parte inferior para a fixação do perfil metálico com soquetes e lâmpadas xenon. “Elas clareiam de forma suave, uniforme, e trazem aconchego”, diz Ricardo. No teto, spots com dicroicas de facho aberto de 50 w servem de luz geral. Luminárias e projeto luminotécnico da La Lampe.

Quando planejam a iluminação de um ambiente, os arquitetos Alessandra Marques e Rodrigo Costa, do Studio Costa Marques, sempre buscam uma alternativa geral e outra cênica. Tal partido também foi seguido no corredor deste apartamento paulistano com 6 m de extensão. Os dois recursos estão concentrados na mesma sanca (15 cm de largura), criada no forro de gesso e afastada 12 cm da parede. Ela funciona com lâmpadas fluorescentes T5 de 28 w e cor 830 – versão mais quente que serve de luz geral. Também há uma fita de led de 1 w, colocada com adesivo. “Para acionar o tipo de iluminação desejada, não é necessário dimmer, pois projetamos dois circuitos com interruptores separados”, explica Alessandra.

Para a arquiteta Laura Larrubia, especialista em iluminação, as luzes tinham de valorizar a entrada desta casa na zona sul de São Paulo sem competir com a arquitetura assinada por Vasco Lopes. “Busquei destacar a parede de pedra moledo [tipo de granito] de maneira discreta e elegante”, afirma a profissional. Assim, o grande muro (5 x 8,50 m) foi evidenciado delicadamente por luminárias embutidas no piso (modelo XMK PL 202, da Lumini) dotadas de halógenas halopin de 40 w.

Após a porta de entrada de 5,50 m de altura, que acompanha o pé-direito, é possível ver os pendentes Falkland, criados pelo designer italiano Bruno Munari. “Eles estão a cerca de 3 m do chão, colocados quase a meia altura da parede”, explica Laura.

Pontos azuis: embutidas no piso de fulgê, as sete luminárias com vidro temperado translúcido e halógenas halopin leitosas de 40 w estão distribuídas ao longo do muro, afastadas 20 cm dele, a uma distância de 1,20 m entre si. Focadas para cima, elas produzem o efeito wall washing. Pontos vermelhos: Para iluminar o hall de entrada com pé-direito duplo de 5,50 m, os pendentes de tecido foram fixados no centro do forro, a 3 m de altura. Funcionam com incandescentes leitosas de 60 w.

Fonte: casa.abril.com.br