BLOG

Sala decorada para quem tem 20, 30, 40 ou 50 anos

  • 02 de janeiro de 2013
  • 16h01

Olhe nas fases abaixo e tente identificar por qual momento você está passando. A sua casa, com toda certeza, traz uma decoração que reflete as situações de vida que você e sua família passam agora. Abaixo, você vê como é esse reflexo em cada etapa – 20, 30, 40 e 50 anos. Depois, pode olhar todas as fotos na galeria. Se quiser ler depoimentos de pessoas que estão vivendo cada uma dessas fases, clique aqui.

Aos 20 anos, o orçamento curto é determinante para as escolhas de quem está no início de uma vida independente

Que gostoso montar a casa de estreia! mas não é fácil desembolsar a decoração toda de uma vez só. Na sala, portanto, cabem apenas as prioridades.

– O sofá, principal item da lista, vem seguido do rack para televisão e companhia – afinal, que jovem não ama novidades tecnológicas? “se faltar dinheiro para o rack, a tv fica na parede ou em um móvel improvisado”, afirma franciane Junctum, coordenadora de desenvolvimento de produtos da meu móvel de madeira, loja online com sede em Rio Negrinho, SC. “o importante é que o espaço seja gostoso para receber.”

– Para compensar o mobiliário simples, o momento impõe inventividade nos complementos. segundo edson Coutinho, coordenador de tendências da rede tok stok, os jovens arriscam mais nas cores e investem em adornos, porque fazem questão de um lar com a cara deles.

Viva o improviso!

Paletes, caixas e módulos viram móveis de apoio. Aqui, o rack leva tijolos de vidro e prateleiras.

– Vale garimpar entre os objetos dos pais: a maleta antiga guarda fotos, e os discos de vinil decoram as paredes.

– Banquetas, futons e pufes vão para onde se fizerem necessários, propiciando conforto aos amigos e dando aquela força enquanto não se tem mesa de jantar.

– A mesa de centro passa longe de ser prioridade – ponto para a economia.

– Canto para o computador? É na sala mesmo! A mesa de trabalho ajuda a organizar documentos, mas, se não couber no ambiente (ou no bolso), um suporte para notebook resolve a questão.

– Juventude combina com tons alegres, como o laranja vibrante das paredes (cor Pumpkin, ref. LKS 2073, da Lukscolor).

Aos 30 anos, quando as crianças chegam, a casa se torna delas e a preocupação com a segurança cresce

Quando os filhos chegam, trazem consigo um arsenal de brinquedos e equipamentos. “alguns se tornam tão constantes que viram elemento decorativo”, brinca a consultora de design ruth fingerhut, de são paulo.

– A preocupação com a segurança se sobrepõe aos gostos pessoais, como exemplifica ronald heinrichs, diretor da meu móvel de madeira: “ao escolher uma mesa, você confere como são os cantos antes de apreciar o design da peça”. ou, ainda, recorre a acessórios específicos para proteger os pequenos de possíveis acidentes.

– Também não adianta investir em acabamentos caros, pois sofá, almofadas e tapetes raramente escapam dos banhos de achocolatado. “estofados claros e difíceis de limpar não funcionam. os pais procuram por capas e revestimentos resistentes”, conta ana luiza florez, coordenadora de ambientação da rede etna. Enquanto os filhos são pequeninos, tapetes representam risco de tropeções e vão parar no armário. Os equipamentos eletrônicos migram para prateleiras altas, longe do alcance de mãozinhas curiosas, assim como os adornos mais delicados. Entram em cena os nada decorativos acessórios de segurança, como protetores para quinas de móveis, grades que restringem a circulação dos baixinhos e suportes para impedir que as portas batam. Mesmo quem dispõe de espaço de sobra precisa aprender a conviver com a parafernália dos pequenos. É fundamental prever uma área para as brincadeiras, como a mesinha de desenho.

– Armazenagem é a palavra-chave. Já que qualquer canto tem potencial para virar depósito de brinquedos, baús e cestos são aliados fortes na organização.

– O sofá fica protegido sob um xale ou uma capa.

Aos 40 anos, os filhos estão adolescentes e querem ter a turma de amigos sempre por perto

A criançada cresce, mas quem disse que a bagunça diminui ou desaparece? “Os que valorizam a convivência não podem ter aquela sala de visitas de showroom”, alega Ruth, lembrando que os brinquedos saem de cena, porém a turma de amigos ocupa o espaço.

– Tudo gira em torno do videogame, e, enquanto os adolescentes se desafiam nos vários jogos, se fartam com os quitutes dispostos na mesa de centro. “É a época de contar com múltiplos assentos no estar, permitindo que a turma assista a filmes comendo pipoca e pizza”, avalia Edson.

– Permanecem as tonalidades fortes e os investimentos em tecnologia, mas agora por influência dos filhos. “Se no passado a família mantinha o mesmo aparelho de televisão por toda a vida, atualmente os eletrônicos são superados em curto intervalo de tempo e substituídos com frequência”, aponta Franciane. Os filhos dão palpites e interferem na decoração. Os matizes vivos estão entre suas preferências, logo papéis de parede e acessórios coloridos mudam a cara do estar sem grandes gastos.

– Engana-se quem acredita que brinquedos aposentados significam área livre. Jovens adoram videogame e cineminha doméstico regados a refrigerante e petiscos. Portanto, ainda não é hora de investir em acabamentos caros.

– Graças ao crescente poder de decisão da garotada, acelera-se a aquisição de aparelhos de última geração. Não à toa, os equipamentos voltam a se tornar o centro das atenções.

– Nada de formalidades: todos sentam no chão, sobre o tapete, ao redor da mesa de centro. Pufes e almofadas continuam indispensáveis, bem como o computador, mas este se encerra dentro do quarto – adolescentes buscam privacidade.

Aos 50 anos a família está criada e é hora de reassumir a casa e realizar os sonhos

Chega o momento de o casal finalmente concretizar seus sonhos de consumo. “É hora de comprar itens há muito desejados, como o móvel de desenho assinado, a adega climatizada e outros equipamentos mais caros”, comenta Ana Luiza.

– Isso também não significa que o ambiente será impecável como uma vitrine. “O tempo de evitar a família é coisa do passado: o choque de gerações deixou de existir e a tendência é conviver”, defende Ruth. Netos e amigos são bem-vindos e continuam com acesso irrestrito ao espaço.

– De acordo com a consultora de design, a paleta vibrante tende a ser substituída por outra mais suave: “A maioria das pessoas procura o acolhimento dos tons terrosos e do verde”. Edson discorda: “Acredito que a sensação de liberdade estimule a experimentação com cores e com eletrônicos de ponta”. Nesta etapa da vida, duas mudanças significativas se fazem notar na ambientação: estabilidade financeira e mais tempo disponível. Na maturidade, os donos da casa se colocam novamente em primeiro plano. Livres dos palpites da garotada, os pais assumem os gostos pessoais e procuram móveis de linhas mais elaboradas, bem diferentes do tom descontraído que reinava em tempos passados.

– Recordações de todas as fases anteriores conquistam espaço nobre na sala. Fotos, objetos que lembram a infância dos filhos, souvenirs de viagens realizadas em família, heranças dos pais e avós – tudo pode virar decoração.

– Salvo exceções, os moradores saem menos e costumam passar a maior parte do tempo livre curtindo o lar. E continuam investindo em tecnologia, agora para o próprio deleite.

 

Fonte: Casa.com.br