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Vidro e madeira transformaram esta cobertura em loft tropical

  • 15 de maio de 2013
  • 15h05

O prédio antigo e discreto, de 1940, não dá nenhuma pista do que está por vir. Quem sobe em direção à cobertura se surpreende logo que a porta do elevador se abre: não há hall de entrada nem divisórias. O que se vê é a ampla sala de estar, dominada pela escultural escada moldada em aço que leva ao segundo piso. O projeto, executado pelos jovens arquitetos Hugo Schwartz e Alexandre Gedeon, da InTown, teve a concepção inicial definida pelo morador, um empresário francês. “Gosto de espaços abertos, vazios. Morei na Ásia, sobretudo no Japão, onde esse tipo de estética minimalista é comum. Por isso, derrubamos todas as paredes possíveis. Esta é uma das cidades mais lindas do mundo e queria montar aqui um loft tropical, cercado de paisagens excepcionais”, afirma o dono do imóvel. Os 945 m² de área total, distribuídos em dois pavimentos, trazem poucas variações de revestimentos: cimento, madeira e vidro predominam, criando um ambiente claro, com jeito de galeria de arte. Estas outras 22 escadas esculturais merecem também a sua atenção, caso esse item esteja previsto em seu projeto.

Quando abrem-se as portas de correr que cercam o piso da cobertura, sala de estar e terraço formam um único ambiente, rodeado de vista por todos os lados. Ao fundo, a piscina com borda infinita, moldada em alvenaria e revestida com o mesmo material do piso – placas cimentícias Pietra (Kopenhagen branco, 1 x 1 m) –, parece se unir ao mar. Projeto de Hugo Schwartz e Alexandre Gedeon, da InTown.

O espaço, pontuado com colunas estruturais, se liga sem barreiras à área externa. Na lateral, todas as paredes foram postas abaixo e dão lugar a painéis compostos de esquadrias com pintura eletrostática (F.A.S. Filho). As portas, quando abertas, se agrupam no centro, em frente à passarela da escada, formando um único painel de vidro e deixando o vão livre.

Da sala de jantar, vê-se a parede de concreto (à direita), com aspecto rústico e industrial, pedido do proprietário.

Poucos móveis e o branco predominante tornam o espaço arejado e amplo também no home theater. O piso cimentício Pietra (Kopenhagen branco, 1 x 1 m) é o mesmo na área interna e externa. As estantes, em nichos de 40 x 40 cm, foram montadas com alvenaria pintada.

No segundo piso, o ambiente unido pela passarela de vidro sobre o vão da escada tem de um lado o home theater e do outro a sala de jantar.

O piso de réguas de madeira cumaru (30 cm, da Rafan) forra todo o primeiro pavimento e se estende pela cozinha (27 m², executada pela Florense), integrada ao estar através de portas de correr com perfis de aço e vidro jateado.

As paredes têm uma forração especial, feita sob medida: textura bege (Tintas Coral) e uma camada de silicone lembram o visual do cimentado. Uma ilha central de aço (Mekal) facilita o deslocamento e serve de bancada.

Ao lado da cama de alvenaria, as mesas de cabeceira são simples pranchões de perobamica (Robson Gomes Marcenaria). O charme fica por conta da parede da cabeceira, com textura feita na obra (Tintas Coral) com silicone, que dá uma aparência acamurçada.

Na suíte principal, o banheiro aberto para o quarto tem piso de tecnocimento branco, produto resistente à água. A bancada feita de concreto armado recebeu uma camada de tinta epóxi branca.

Junto à janela, a banheira Jacuzzi fica apoiada numa base de alvenaria impermeabilizada e tem vista para o mar.

Fonte: http://casa.abril.com.br/materia/vidro-e-madeira-transformaram-esta-cobertura-em-loft-tropical