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Você sabe o que é um loft?

  • 25 de abril de 2013
  • 12h04

Conceitualmente, o nome loft se refere a água furtada, mezanino, mansarda, sótão ou espaço semelhante (geralmente usado para armazenagem) sem repartições, situado logo abaixo do teto de uma casa, fábrica, celeiro, galpão ou armazém.
Seu uso na arquitetura, pode ser encontrado desde o século XIII, na expressão hayloft, que é um depósito de feno situado em mezanino de celeiros, sendo também usado como alojamento de empregados de fazenda.

O Conceito de loft urbano foi consagrado mundialmente, com os grandes espaços industriais de Nova Iorque, convertidos para uso residencial mostrados em filmes de Hollywood, tais como, Flashdance e Ghost. Tamanha foi a repercussão desta época, que hoje, muitos dos apreciadores do Loft Living (vida em lofts), atribuem seu local de nascimento a NY, ignorando suas origens rurais e que sua primeira versão urbana, aconteceu na França, no década de 50, com os apartamentos da Cité Radieuse, do arquiteto urbanista Le Corbusier.

No período, do final da década de 60 e inicio da década de 70, eram considerados lofts, somente os grandes espaços convertidos, situados nos andares superiores de industriais e galpões. Guardadas as devidas proporções, os lofts representavam um espaço residencial diferenciado, que só encontrava paralelo, nos sofisticados apartamentos de cobertura (en:penthouse apartment).

Em Nova York, regiões industriais decadentes, como o Soho, tornaram-se descoladas a partir da reciclagem de suas antigas fábricas e frigoríficos. Essas construções amplas, com pé-direito alto e vãos livres, atraíram, nos anos 60, artistas plásticos, que as utilizavam como morada e lugar de trabalho. Ateliê, quarto, sala, banheiro e cozinha se confundiam em um mesmo salão. Os lofts eram uma opção barata de moradia. Nos anos 70, com a revitalização de seu entorno pela prefeitura de Nova York, viraram moda e encareceram. Em Manhattan, os menores lofts de West Village (que vão de 55 a 78 metros quadrados) custam no mínimo 1 milhão de dólares.

O que um loft de verdade tem:

• Pé-direito de, no mínimo, 3,20 metros
• Ausência de paredes como divisões internas
• Ambientes conjugados preferencialmente em um nível só
• Colunas de sustentação aparentes
• Tijolos e tubulações à vista – elétrica, hidráulica e de ar-condicionado
• Ausência de forro e piso. O chão é de cimento
• Uso de materiais frios, como cerâmica
• Iluminação natural garantida por grandes janelas

No Brasil, a maioria dos projetos lançados se distanciam muito do conceito original. Surgiram muitas adaptações, chamadas muitas vezes de lofts-fake ou apartamentos loft-inspired. Por exemplo, muitos dúplex encontrados no mercado, embora não sejam nada amplos, são vendidos como lofts só por causa do pé-direito duplo. O que se faz por aqui são ambientes “loftados”, pois não há galpões de fábrica em áreas em que as pessoas gostariam de morar. Mesmo assim o metro quadrado de um loft é cerca de 20% mais caro do que o de um apartamento convencional de mesma localização.

A tradução do conceito pelo mercado local resultou em construções de pé-direito duplo e grandes janelas em que a área social se confunde com a de serviço. A ala íntima (quarto e banheiro) fica resguardada em um mezanino. Solteiros e jovens casais sem filhos são o principal público desse tipo de empreendimento. Manter a privacidade num ambiente assim, no entanto, pode ser difícil quando ele é dividido com alguém. O loft é mais que um espaço: é um estilo de vida!

Fonte

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http://vili.com.br